Mauricio de Sousa, The Beatles, Turma da Mônica e Eu
A minha primeira experiência com letramento foi sem dúvida
acompanhando as historinhas da Turma da Mônica, além dos livros de Monteiro Lobato e das revistas em quadrinhos do Pato Donald, muito embora tivesse um apreço especial pelos personagens e roteiros criados por Maurício de Sousa. Quando criança eu lia a mesma revista várias vezes, decorava as histórias, relia em voz alta para as minhas irmãs e depois guardava os gibis como se fossem relíquias, isso nos idos de 1987, data esta em que a Mônica já tinha quase vinte anos de vida nas bancas de jornal. O tempo foi correndo, de modo que passei a ler outros livros, ficcionais e não- ficcionais, conhecer os clássicos da Literatura Universal, adentrar nos textos dos filósofos e tal e coisa... mas ainda assim me restava um tempinho para ler HQs. Dividia meu prazer pela Arte com música, sobretudo Rock, até um dia ouvir um programa especial em uma rádio paulistana que tocou ininterruptamente por três horas músicas de uma banda chamada Beatles, o que era algo novo para mim. Já ouvira falar do quarteto há tempos, mas nunca parei para escutá-los. Ainda que meu pai tivesse uma vasta discoteca em casa, não tinha nenhum disco do quarteto. Creio eu que os vinis dos Beatles nunca foram os mais baratos, ainda que vivendo no Brasil e seus discos fossem lançados aqui, as gravadoras brasileiras cobravam o valor dos mesmos em libras! Eram os anos 1970 e a crise do petróleo que ecoava na produção dos discos, cuaj matéria prima era derivada do "ouro


O que resta aos fãs tanto dos Beatles quanto da Turma da Mônica é vê-los esporadicamente em algumas homenagens ao longo das revistas, e às vezes em histórias inteiras como é o caso da que segue aqui no blog, lançada originalmente na revista Parque da Mônica nº165 ( Editora Globo, setembro de 2006 ). O sonho não acabou mesmo...