drops rock

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O Clandestino: A Série - Depoimento 2





Agora vai a entevista com Fábio Sant'Anna comentando sobre os tempos heroicos dO Clandestino 

O Clandestino: A Série - Depoimento



   Segue a saga dO Clandestino com a entrevista de Mauro Marcel sobre o fanzine. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Drops Rock 72- Quatro Ases e um Curinga - Fábio Sant'Anna







No dia do Rock minha singela homenagem a banda que elevou o gênero a patamares além mar. Eivado de mensagens cifradas, forças ocultas e outras bossas, é mais uma arte digital!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O Clandestino : A Série - parte 2

O Clandestino : A Série - parte 2

   

Continuando o "dossiê" Clandestino, eis a primeira edição do jornal com comentários, notas de rodapé, inserções, intervenções e que tais. Observe já na página de capa objetos hoje curiosos, como uma máquina de escrever - atualmente conhecida como impressora pré-histórica. Tem-se ainda um televisor e um computador  - todos sem tela plana! No rádio que anuncia o jornal há um compartimento para tocar fita k-7. Registra-se aí ainda o telefone celular e suas frequentes quedas de sinal, fato que ainda não mudou muito daqueles tempos para cá...
Nós fizemos as primeiras quatro edições em papel ofício e no momento de scannear essas páginas nossa impressora não pôde
comportar as folhas inteiras, de modo que pequenas coisinhas se perderam e já adianto minhas desculpas...  não foi censura!




Tudo foi feito de forma artesanal, mesclando texto escrito nas Olivettis da vida com o nanquim da pena desse que aqui escreve. Importante salientar a citação de políticos outrora considerados "corruptos", hoje dinossauros das instituições democráticas ainda presentes nas mesmas!.. 

A tiragem de nosso fanzine era de 100 exemplares com 08 páginas de conteúdo original. Nada mal para iniciantes.





Clássica charge desse cara, ainda no aguardo de colocar a cara a tapa para uma publicação oficial. Com o tempo consegui uma publicação on line: livro virtual à venda:
https://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss?url=search-alias%3Dkindle-accessories&field-keywords=cartoons+e+que+tais




Na página 04 uma tentativa minha de ser um pouquinho escritor.
logo abaixo, alguns quadrinhos. 
Quando criei Patonheta tinha um pouco de receio em desenhá-lo, achava-o escatológico, escroto ( ! ). Mas mandei às favas o preconceito e consumei o fato. Aí, ambos personagens "machistas" - o já citado e o Rei da Estrada. Quando exorcisamos nossos medos, raivas, culpas, rancores e tristezas, nós os transformamos em Arte. 




Um pouco da verve literária dos colaboradores 
do jornal que deram frutos, pois fomos premiados em vários concursos de Literatura e Poesia e até a publicação de livros de Mauro Marcel. 




Por se tratar da primeira edição em fanzine achamos inmportante nos apresentarmos, com poesia e humor.

Veja só! Ainda recebíamos cartas! Aqui um repeteco da capa e não me recordo o porquê...

quarta-feira, 6 de julho de 2016

No Vestibular



terça-feira, 5 de julho de 2016

As Ilustrações de Infância de Fábio Sant'Anna - Parte 2

 
   AS ILUSTRAÇÕES DE INFÂNCIA
  DE FÁBIO SANT'ANNA - PARTE 2


   Sempre gostei de desenhar. Quando criança, rabiscar era uma terapia, para minha mãe e para mim. Eu ficava bastante tempo desenhando e conforme os anos se passavam, mais horas eu me debruçava em lápis e papel.  Com o tempo fui tomando gosto por outras formas de expressões de Arte como Literatura e Música, o que me afastou um pouco dessa atividade. Hoje não trabalho diretamente com desenho, não vivo de desenhar mas essa arte ainda vive comigo.

   Foi pensando na importância que esses esboços tiveram em minha vida que decidi detalhar uma análise minuciosa dessa obra, para me conhecer, re-conhecer e nos conhecermos. As ilustrações que seguem datam dos anos de 1987 e 1988, eu me encontrava com 11 anos, não existia internet e nem outras tecnologias que nos tiravam a atenção de outras atividades. Mas a televisão também sempre me foi companheira. Sabia sobre os desenhos animados da TV e tinha meus preferidos: O Pica Pau, Pernalonga, os curtas da Disney, os desenhos dos estúdios Harvey  - turma do Gasparzinho- e indubitavelmente os clássicos de Hanna-Barbera: Flinstones, Manda Chuva, Scooby Doo e mais uma centena deles é que me faziam ficar quietinho. E foi de tanto assistir a esses desenhos que em minha ingenuidade me senti desejoso em produzir animação para TV e/ou cinema. Como minha realidade era de um garoto suburbano residente em um país emergente me contentava em rabiscar papéis. Criei uma série de personagens, muitos comprometidos na minha alienação com a realidade circundante.
Lembro-me de assistir ao desenho animado intitulado aqui no Brasil de Carangos e Motocas, uma animação em que só existiam veículos automotores que falavam. O herói da história era o fusquinha Willie e foi inspirado nele que batizei meu Willy - escrito bem diferente do original. Na minha história Willy tinha sido inventado por Preimobio, este um outro personagem vindo à celulose graças ao boneco Playmobil confeccionado naquele tempo pela fábrica Troll.    
   Existia ainda uma grande influência estrangeira, todos os personagens tinham sobrenomes em inglês. Levei muito tempo para refletir sobre colonialismo cultural e outros assuntos que embora pareçam distantes de nosso convívio, volta e meia eles retornam de assalto (!) Uma criança não vai compreender nada de política de boa vizinhança. A influência estrangeira e o sonho de desenhar animação me motivou a assinar todos os meus trabalhos com uma espécie de "copyright Willy filmes".
Com o tempo, todas essas ideias foram repensadas, meu traço foi melhorado deixando aqueles dos quadros medievais para me dedicar ao uso da perspectiva, mas isso é outra história...   Existia ainda uma grande influência estrangeira, todos os personagens tinham sobrenomes em inglês. Levei muito tempo para refletir sobre colonialismo cultural e outros assuntos que embora pareçam distantes de nosso convívio, volta e meia eles retornam de assalto (!) Uma criança não vai compreender nada de política de boa vizinhança. A influência estrangeira e o sonho de desenhar animação me motivou a assinar todos os meus trabalhos com uma espécie de "copyright Willy filmes". Com o tempo, todas essas ideias foram repensadas, meu traço foi melhorado deixando aqueles dos quadros medievais para me dedicar ao uso da perspectiva, mas isso é outra história..

   Segue agora conforme já anunciado a exposição das ilustrações contendo breves notas de rodapé. Leia que vai dar pé!





capa: uma citação ao Eniac, primeiro computador. Detalhe é que na capa da revista consta ano VI, ou seja, já havia criado esses personagens há mais tempo. 
Desenhando Willy passo a passo
Tem um orelhão cor de laranja ao lado esquerdo do desenho citando a Cia. telefônica Telesp, em São Paulo




Há um "cometa" no lado esquerdo da ilustração ainda mostrando resquícios do cometa Halley que passou pelos céus do planeta há dois anos da  feitura do desenho.





Na parte inferior da ilustraçãotem um senhor com uma gravata levantada pensando "calma, Cocada!". É uma alusão ao personagem Lindeza,  interpretado por Rony Cócegas( 1940-1999 ) no programa A Praça é Nossa. 














Uma diligência, referência clara aos faroestes que passavam na televisão nos anos 1970 e 1980, aqui muito mais a ver com Pepe Legal.






Aqui fiz um experimento: recortei e colei algumas figuras em meu próprio desenho, até a fotografia de um primo meu serviu para abrilhantar a obra.



















Aqui o personagem Willy canta a música Pelado, rock que fez sucesso com a banda Ultraje a Rigor e foi tema da novela da Rede Globo Brega & Chique, em 1987. Outro ponto a se observar são as inserções de palavrões censurados nos quadrinhos ao longo dos desenhos. 




Quando eu visitei o extinto parque de diversões Playcenter e me surpreendi com o Castelo Assombrado ( não me lembro se o nome era esse ) mas certamente a ilustração foi inspirada nessa experiência. Depois viriam as Noites do Terror e tal...




Antes dos caríssimos play stations a gente jogava no Atari e aqui eu escrevi Gaime mostrando que o meu jogo era diferente!




Encerrando a apresentação desses esboços é imprtante considerar ainda que 
todos eles foram feitos de forma direta na págna, não utilizei o lápis para contornar com a caneta em seguida, o traço foi livvre. Sobre o desenho acima repare que eu não tinha noção de perspectiva e me arranjei como pude. Até que ficou bonitinho...






segunda-feira, 4 de julho de 2016

As Ilustrações de Infância de Fábio Sant'Anna







O vídeo que segue é a abertura da caixa preta de meus desenhos. Ainda que não haja uma qualificação dentro da Arte com A maiúsculo, as ilustrações servem como objeto de estudo e documento histórico, como estará postado no blog: asboasdosantanna.blogspot.com.br.
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